Grupo fascista invade o plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília

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Um grupo de aproximadamente cinquenta pessoas invadiu o Plenário da Câmara dos Deputados em Brasília pedindo intervenção militar.

Com a bandeira do Brasil às costas, eles subiram à mesa diretora e interromperam a sessão em andamento. Ao centro, uma mulher abriu a bandeira do estado de Pernambuco, enquanto o grupo lia um manifesto.

Durante a invasão, depredaram alguns elementos do edifício projetado por Oscar Nwhatsapp-image-2016-11-16-at-18-36-34iemeyer e tombado pelo Iphan em 2007, incluindo a porta de vidro do plenário.

Cada militante do grupo tinha uma pauta e a gritava repetidas vezes esperando ser entrevistado pelos inúmeros jornalistas que acorreram à cena. Uma mulher dizia ser “contra a pedofilia, e por isso contra o ensino da pauta de gênero em escolas”. Um dos líderes, chamado Jeferson Vieira Alves, deu várias entrevistas a diversas rádios e redes de TV. Exaltado, ora dizia ser empresário, ora dizia ser um trabalhador de Santa Catarina, que havia vindo a Brasília para uma manifestação programada para o dia 15.

Alves dizia querer fechar o Congresso, porque está “cheio de corruptos” e “comunistas”. Depois queixou-se de ainda haver deputados petistas nas bancadas.

Após negociações, o grupo deixou o plenário aos gritos de “A nossa bandeira jamais será vermelha”.

Estranhamente, não houve qualquer reação violenta por parte da Polícia Legislativa, que normalmente recebe manifestantes de esquerda às portas do Congresso com gás de pimenta e cassetetes, trajada como verdadeiros “robocops”. Só alguns poucos fascistas foram presos (veja o vídeo). Um deles falava: “Somos patriotas, defendemos o juiz Sérgio Moro, a Lava Jato. Lutamos contra o PT e o Foro de São Paulo e contra a implantação de uma ditadura comunista bolivariana no Brasil”.

Algumas pessoas chamaram os manifestantes de fascistas e houve um início de tumulto, mas eles aparentemente queriam apenas ser entrevistados e dar visibilidade às suas reivindicações, o que acabaram conseguindo, com o apoio da imprensa capitalista.

Dez minutos antes da invasão, o promotor Deltan Dallagnol compartilhou em seu Facebook um chamado à reação popular contra alterações no projeto de lei de endurecimento contra a corrupção propostas por seu grupo.

 

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