Metrô/SP demonstra: quanto mais privatização, pior

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Do ano passado para cá o Metrô registrou um aumento de 31% nas queixas registradas pelos usuários. A insatisfação cresceu muito mais que isso se for considerado o número de usuários que deixaram de utilizar o serviço. Segundo dados da companhia, 300 mil passageiros deixaram de usar o metrô diariamente somente em julho de 2016.

A população sofre com atrasos constantes, superlotação, atendimento ruim, problemas no embarque preferencial, furtos, interrupções na linha e desconforto. Diante das reclamações, a empresa e o governador tucano culpam a “crise” e o aumento de vendedores ambulantes nas estações pelos problemas do péssimo serviço.

Na quarta (09/11) e na quinta (10/11), por exemplo, a velocidade lenta dos trens causada por um problema no sistema de sinalização demorou mais de 24 horas para ser resolvido. Algumas pessoas levaram quase o triplo do tempo que comumente demoram para voltar para casa. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, uma jovem que gastava 1h20min em dias normais perdeu 3h30min dentro do metrô. A jovem entrevistada comentou sobre o atraso “Os passageiros trocaram socos e pontapés. Foi uma confusão.”

Privatização é isso. Paga-se caro, duplamente (via subsídio estatal e o pagamento do usuário), por um serviço muito ruim. Parte da campanha eterna da imprensa burguesa é apresentar como solução para tudo a privatização. Usando palavras como “eficiência” e “gestão” mentem para a população. Não dá, mesmo gastando milhões em propaganda, para enganar a todos o tempo inteiro: a privatização do metrô, da Sabesp, do sistema Telebrás, da Vale do Rio Doce, entre outras, só prejudicaram a população.

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