Serra: o voto popular deve ser respeitado… nos EUA?

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Rafael Dantas

Sob o golpe, o governo brasileiro se credenciou como um dos mais rápidos a se adaptarem ao resultado das eleições nos EUA.

Com José Serra à cabeça do ministério das Relações Exteriores, a reação oficial foi acolher a eleição de Donald Trump nos EUA como “a expressão da vontade popular”.

Serra, que lambeu as botas da ala “democrática” do imperialismo norte-americano durante toda a campanha eleitoral, afirmando que a vitória de Trump seria um “pesadelo”, prontamente se alinhou com o novo governo. Trump teria conquistado sua simpatia já no primeiro discurso após o resultado: “Ele já mostrou uma face que é de interlocução”, disse o ministro golpista.

Mas nem só de subserviência ao Estado norte-americano vive o ministro das Relações Exteriores.

Há uma dose considerável de cinismo também.

Ao comentar o resultado, Serra disse ainda que “Nas democracias, as decisões do eleitorado se respeitam e se cumprem”.

A ironia, no entanto, não se limita à declaração em si, dada por quem a deu.

Trump perdeu por uma diferença de 200 mil votos nas urnas. Sua vitória se deveu ao colégio eleitoral, parte do sistema eleitoral norte-americano internacionalmente conhecido como uma aberração, dadas as distorções capaz de produzir.

Trump ganhou, mas não era a vontade das urnas… Serra e outros golpistas se apoderaram do governo brasileiro, contra a vontade das urnas.

Quando se trata, para os golpistas, de bajular o imperialismo, vale tudo. Até mesmo falar de corda em casa de enforcado.

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