Volkswagen investigará seu apoio à ditadura?

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Historiador contratado pela Volkswagen para pesquisar sobre a história da empresa foi demitido e isto pode prejudicar as investigações sobre a colaboração da montadora com a Ditadura Militar Brasileira. Manfred Grieger teria criticado um relatório sobre o papel da Audi, subsidiária da VW, na II Guerra Mundial e por isso teria perdido o seu contrato.

A empresa teve ampla colaboração com o nazismo, tendo elaborado veículos comerciais e de guerra, além de armamentos e explosivos, em parceria direta com o governo de Hitler. Mas esta não foi a única ditadura com que a empresa colaborou. No Brasil, a Volkswagen, a empresa teria entregado e permitido a perseguição e tortura de trabalhadores que lutavam contra o regime.

Grieger trabalhou na Volkswagen durante quase 20 anos, pesquisando, entre outras coisas, a colaboração da empresa alemã com o nazismo e o uso de trabalho forçado. Antes de ser demitido, ele iria se debruçar sobre a história da empresa no Brasil.

A empresa nega que estaria mudando de política, que continuaria investigando a sua própria história e a colaboração com a ditadura de 1964. A sua própria ação, no entanto, diz o contrário.

Durante as investigações da Comissão Nacional da Verdade, representantes da Volks negaram a colaboração da empresa com os militares. Apesar disso, as provas são contundentes, com listas com nomes dos trabalhadores, informando setor de trabalho e dados pessoais à Ditadura.

O atual golpe, que também está impondo uma ditadura no país, conta com o apoio da burguesia imperialista, da mesma forma. Neste sentido, é sintomático que a empresa comece justamente neste momento a operar mudanças em suas pesquisas sobre a ditadura militar.

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