Eleições nos EUA: imperialismo em campanha por Clinton

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A imprensa burguesa no Brasil copia a atitude da imprensa norte-americana de encampar a defesa da candidatura de Hillary Clinton. Na edição do jornal O Estado de S. Paulo do último sábado (05/11), foi publicada uma análise do famoso economista de tendência “progressista” Paul Krugman (ligado ao partido democrata) contrariando a linha editorial do Estadão que privilegia sempre os economistas fantoches do mercado financeiro. Faz crer que a coluna de Krugman recebeu destaque porque critica Trump, confirmando o viés pró-mercado do jornal: Hillary tem o apoio do “mercado”.

As contradições dentro da burguesia explicam em parte a disputa acirrada nas eleições dos Estados Unidos. Setores ligados ao sistema financeiro, Wall Street e os bancos investem o que podem e o que não podem para eleger Hillary. A candidata é entusiasta dos ataques mais agressivos do imperialismo ao Oriente Médio. Tudo indica que, caso ela vença as eleições, as intervenções militares dos norte-americanos mundo afora aumentarão e se aprofundarão.

O apoio dos setores ligados ao mercado e aos militares (representados por Hillary Clinton) sempre definiram as eleições nos EUA, mas dessa vez as pesquisas eleitorais mostram uma disputa muito apertada. Hillary e Trump na reta final batalham voto a voto (mesmo com toda desconfiança que as pesquisas divulgadas pela imprensa merecem).

Por outro lado, o “apoio” do FBI conduzindo investigações contra a democrata em plena campanha eleitoral sinalizam que setores importantes da burguesia apoiam Trump. Independente do resultado das eleições que ocorrerão no dia 8 a disputa sinaliza uma divisão que não será superada com o fim das eleições. Esse é mais um sintoma do declínio do principal país imperialista: a dificuldade para controlar as eleições internamente.

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