A política reformista da esquerda pequeno-burguesa

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A esquerda pequeno-burguesa centrista, falamos aqui principalmente do Psol, PSTU e grupos que orbitam em torno desses partidos, gosta de repetir que sua política revolucionária e contra o reformismo do PT. Tudo isso, logicamente, passa apenas na imaginação desses grupos.

Os tradicionais partidos reformistas, como o PT, procuram chegar ao poder e colocar, através de uma política de colaboração de classes, em prática uma política de reformas que é extremamente insuficiente, mas é real. Por menores que sejam as reformas, a política desses partidos tradicionais tem um sentido prático: chegar ao poder, colocar em prática algumas medidas que satisfaça sua base social e ao mesmo tempo manter os lucros da burguesia.

A política da pequena burguesia de esquerda, que procura se mostrar mais radical mas não tem nenhuma chance de chegar ao poder como os grandes partidos da esquerda oportunista, e uma cópia desse reformismo, traduzido para as camadas mais baixas da política.

A diferença fundamental entre um partido reformista e um partido verdadeiramente revolucionário e que o segundo defende a luta pelo poder político da classe operária, ou seja, expropriar os capitalistas e instituir o Estado operário. Um revolucionário diz e luita claramente pelo poder político como a única solução para os trabalhadores.

A esquerda pequeno-burguesa dita revolucionária tem um nova política reformista. Essa esquerda defende uma versão reformista de baixo voo, ou seja, não luta pelo poder da classe operária nem procura claramente atingir o governo através da colaboração de classe, ainda que sua política seja fundamentalmente essa.

O golpe no Brasil trouxe a tona essa política da esquerda pequeno-burguesa. Os golpistas avançam rumo ao total controle do regime político, ou seja, ao aprofundamento de seu domínio nas instituições do Estado. Enquanto isso, essa esquerda direciona todo o movimento que se formou contra o golpe para uma luta parcial, contra as medidas parciais do governo.

Por exemplo, se há a reforma do ensino médio, um ataque brutal contra a educação, essa esquerda quer debater qual deveria ser essa reforma, não lutar para acabar com os golpistas que a estão colocando em prática. Procuram convencer as pessoas, não se sabe exatamente se são os deputados, os juízes ou até mesmo o governo Temer, de que as reformas são ruins. Esse mesmo raciocínio serve para outras medidas, como a PEC do teto.

O que está em jogo e tentar resolver problemas parciais, econômicos ou locais, pois segundo a concepção desse esquerda reformista, o povo não tem condições de lutar pelo poder, mas deveria se contentar com determinadas medidas.

Buscar reformas tomando medidas radicais como uma greve ou uma ocupação ou tentando subir ao poder através da colaboração de classes e apenas uma mudança de grau para a mesma política reformista.

A necessidade de lutar contra o golpe e os golpistas, ou seja, de colocar em prática uma luta política que unifique todo o movimento, expos com mais clareza essa política reformista de toda a esquerda pequeno-burguesa.

E preciso dizer claramente que o único caminho para as massas e derrotar o golpe de Estado e mais do que isso, está na ordem do dia a luta por um partido operário, independente  e revolucionário, que organize a classe operária para a tomada do poder político.

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