Justiça nega cancelamento do ENEM

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Decisão negou suspensão do Enem, sob o pretexto de “falta de isonomia na redação”, por causa da diferença na data de realização da prova nas escolas ocupadas. O pedido de suspensão partiu de um procurador do Ministério Público Federal do Ceará, acostumado a interpor medidas semelhantes nos outros anos com o objetivo de impedir a realização das provas.

Para a juíza responsável pela decisão, não existe nenhum impedimento para a realização da prova de redação com temas distintos já que a avaliação é baseada em critérios e categorias linguísticas e a isonomia na correção decorre desses critérios. O conteúdo do texto e as ideias não são o foco da avaliação. Já a presidenta do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão responsável pela avaliação, afirmou que a ação era um “equívoco” fruto de uma situação “atípica”.

Na verdade, essa ação só se explica pelo interesse dos golpistas em prejudicar os alunos e enfraquecer as ocupações, causar um prejuízo enorme relativo aos custos do adiamento e ainda culpar os estudantes.

Outras ameaças nesse sentido, inclusive ameaçando impedir os alunos que participam das ocupações de fazer a prova, aconteceram anteriormente. Os golpistas desejam privatizar a educação e as universidades públicas, portanto acabar com exames como o Enem está na ordem do dia. Todo discurso de “isonomia”, preocupação com o “acesso à educação” entre outras demagogias declaradas pelo golpista do ministério da educação são apenas pretexto para atacar as ocupações.

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