O escola sem partido já existe

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Correu nas redes sociais a denúncia de que uma aluna da USP que faz doutorado com temática voltada às mulheres nas ciências recebeu uma intimação e uma autuação após ter dado palestra e realizado uma roda de conversa sobre o tema de seu doutorado, abordando “feminismo e protagonismo das mulheres” em escola de ensino médio em São Paulo. A acusação é que “o conteúdo discutido na roda de diálogo é impróprio e não faz parte do currículo do MEC (Ministério da Educação)’’.

Esse é o Brasil em tempo de golpe. A censura nas escolas nem precisa que o projeto de lei direitista “escola sem partido” seja aprovado para começar a vigorar. A perseguição a professores deve ser a próxima fase.

Pretendem criar um clima de vigilância tal que antes de qualquer coisa seja consultado algum tipo de cânone cujo desvio será duramente punido.

Não é estranho que essa autuação se dê a partir de um debate sobre o problema das mulheres na sociedade. Esse é um tema importante para os setores conservadores que querem tirar da discussão com a juventude, entre outras coisas, a questão da emancipação da mulher.

Se a escola não puder colocar em discussão esse tipo de debate, progressista e democrático, o que se pretende discutir?

O projeto reacionário “escola sem partido” junto com as mudanças que os golpistas pretendem impor à educação como já foi anunciado por Medida Provisória do ministério da Educação são visam modificar todo o ensino brasileiro.

Passa por cima da experiência pedagógica do país para colocar em prática um modelo que atende aos interesses do imperialismo e não está relacionado com a formação e desenvolvimento dos jovens e crianças.

Por trás de uma fachada de isenção e imparcialidade pretendem impor às escolas, aos profissionais da educação e aos estudantes uma verdadeira ditadura.

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