Vale tudo para a Lava Jato

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Na última sexta-feira, dia 20, a Polícia Federal invadiu o Senado e montou uma verdadeira operação de guerra para prender quatro integrantes da Polícia Legislativa (PL). O motivo da prisão: os funcionários da PL estavam fazendo seu serviço.

Qual foi o grande pecado dos guardas ao cumprirem sua função dentro do Senado? Estavam procurando e destruindo grampos ilegais nos gabinetes e apartamentos funcionais dos senadores da República. Mas se os grampos eram ilegais, qual seria o crime então?

O crime desses guardas era o mais grave crime que um brasileiro pode cometer nos dias de hoje: desaviar o poder imperial, ou melhor divino, da operação Lava Jato e do Juiz, ou melhor, Deus Sérgio Moro.

Colocar grampos em qualquer lugar para espionar cidadãos é uma operação que só pode ser legal com a devida autorização do judiciário, na instância correta. Colocar grampos em gabinetes de senadores só pode ocorrer com autorização do Supremo Tribunal Federal, O que aconteceu foi um grave ataque contra os direitos constitucionais do Legislativo, o que em si é antidemocrático e revela que o País caminha a passos largos para uma ditadura.

Os guardas legislativos que foram presos muito provavelmente sequer sabiam que as escutas que eles retiraram corretamente dos gabinetes eram da operação Lava Jato. Mas isso não vem ao caso. Os Senadores estão mais do que corretos em exigir que as escutas sejam retiradas.

O que Sérgio Moro e sua Lava Jato fizeram nessa sexta-feira foi o equivalente e um ladrão que manda prender um policial que tentou evitar o seu roubo.

A Lava Jato está livre para toda e qualquer ilegalidade. Vale tudo para o Sérgio Moro e o poder Judiciário brasileiro, que a cada dia que passa se constitui como um poder ditatorial que se coloca acima de todos os outros.

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