O espetáculo da Lava-Jato

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Sérgio Moro, para dar um ar de imparcialidade na sua operação golpista Lava Jato, nessa semana pediu prisão preventiva do ex presidente do Senado Eduardo Cunha. Aquele que foi uma peça importante para o impeachment de Dilma Rousseff.

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Já era de se esperar. Em um áudio vazado em Setembro, o Senador Romero Jucá (PMDB) já afirmava: ” (…)  Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.” O diálogo em questão se referia ao então ao papel desempenhado por Cunha no STF. Sem ele, a trama para dar o golpe não teria prosperado.

No áudio de Jucá, a Lava-Jato não acabaria enquanto Dilma não saísse, ele revelou com toda a clareza a existência de uma conspiração dentro de todas as instituições do estado para derrubar o governo do PT, e revelou que a Lava-Jato e toda a campanha da imprensa é uma operação golpista.

Agora o golpe muda de perspectiva, Dilma já saiu, o PT foi destruído pela imprensa capitalista durante as eleições municipais, a direita trabalhou com empenho para garantir seus representantes na maioria dos municípios brasileiros. O próximo alvo agora é Lula, o líder do Partido dos Trabalhadores.

Porém, mesmo com uma intensa campanha da imprensa burguesa para legitimar o golpe e todas as duas etapas, uma grande parte da população não está mais aceitando toda a história de imparcialidade que eles gostam de contar.

Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada nessa quinta-feira (20), apontou que 39,6% dos brasileiros acreditam que a Operação Lava está sendo conduzida de maneira parcial. E que o índice de desaprovação do presidente golpista Michel Temer é superior ao da sua aprovação.

Segundo os dados apresentados, 51,4% dos entrevistados não se sentem representados pelo governo atual, a pesquisa também mostra a liderança de Lula  na intenção de voto para eleição presidencial de 2018, tanto na intenção espontânea quanto na intenção de voto estimulada nos cenários para o primeiro turno.

Portanto, do que adiantaria para a direita golpista armar um teatro midiático e político tão grande se fosse para deixar o líder do maior partido de esquerda do país solto, apto para concorrer as eleições presidenciais de 2018 e, considerando a pesquisa da CNT, ganhar?

Para os golpistas, Lula precisa ir para a cadeia e sair do cenário político. As provas de crimes cometidos pelo ex presidente não existem, existem apenas as “convicções” da direita. Bastou apenas uma ideia de que Lula poderia ser preso para que centenas de pessoas se aglomerassem em frente sua casa, no início da semana.

Lula é popular, e para retira-lo do cenário político sem um grande alvoroço é necessário que a operação golpista passe a ideia de imparcialidade e justiça. Cunha serviu para a direita quando aprovou o impeachment, agora está cumprindo a função de legitimar a prisão de Lula.

Durante sua viagem para Curitiba, o juiz golpista livrou cunha das câmeras da imprensa e das algemas. E ressaltou ainda que enquanto não houver rastreamento completo do dinheiro em que há suspeita de crimes envolvendo o ex-deputado, há o risco do desaparecimento de valores, o que, na opinião do golpista, inviabilizaria sua recuperação e até sua prisão.

Não há “convicção” por parte da direita para a prisão de Cunha, é apenas mais um passo do golpe para sua consolidação. O circo midiático da Lava-Jato está ainda de pé, é necessário uma mobilização séria e permanente contra os golpistas e a prisão de Lula, pois seu encarceramento é a carta branca para a perseguição contra a esquerda.

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