Estado de alerta contra a prisão de Lula e o golpe

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rp_perci-e1461760173556-424x380.jpgPerci Marrara

A Polícia Federal não bateu na porta do ex-presidente Lula em São Bernardo do Campo-SP, mas não há nenhuma garantia de que não irá fazê-lo em breve.

Um movimento se criou em torno dessa possibilidade após artigo publicado no Blog da Cidadania onde Eduardo Guimarães afirmava que segundo uma fonte sua na Operação Lava Jato a prisão de Lula estava sendo preparada pela PF, a Justiça e a imprensa para ocorrer a qualquer momento.

A notícia se espalhou, tomou conta das redes sociais e imediatamente milhares de pessoas começaram a se mobilizar contra a possível prisão já na segunda-feira (17).

Houve uma vigília em frente ao edifício onde Lula mora com a família. O PCO que está na vanguarda da luta contra o golpe saiu às ruas e sua militância espalhou cartazes e adesivos contra a prisão em várias cidades do país. Essa ação chegou a ser destaque na imprensa burguesa que tratou a situação toda como boato e alarmismo.

Eduardo Guimarães passou a ser acusado e ameaçado pelo “alarme falso”. Setores da esquerda e do PT disseram que boatos não ajudam em nada e nesse momento podem atrapalhar. Como a mobilização contra a prisão de Lula pode atrapalhar? Nada disso atrapalha a luta contra o golpe. Particularmente quando se trata da defesa do ex-presidente, o que está no centro dessa luta.

A reação da imprensa que tentou desqualificar a denúncia e desmoralizar o movimento, mostra que a burguesia se preocupa com a possibilidade de que a qualquer momento seja desencadeada uma massiva mobilização. O que indica que, então, esse é justamente o caminho a ser seguido pelo movimento.

Para tanto, o PCO está propondo a criação de comitês de luta, visando a realização de uma campanha nacional contra o golpe e a prisão de Lula. É necessário que os cartazes se espalhem ainda mais pelo país, que adesivos, panfletos e outros materiais sejam distribuídos amplamente criando uma mobilização permanente, um estado de alerta popular.

Os comitês devem ser um instrumento da unidade na luta contra o golpe, uma verdadeira frente que reúna organizações e militantes da esquerda, revolucionários que se preocupam com os rumos da luta de classes no país, bem como simpatizantes da figura do ex-presidente, defensores do Estado de Direito, de direitos e garantias mínimas que estão ameaçadas com o avanço do golpe de Estado. A ditadura, o estado de exceção estão se consolidando.

Nesse momento é importante superar a ilusão nas eleições como forma de resistir ou vencer os golpistas e investir todas forças na retomada do movimento de rua, forte e combativo para barrar o avanço da direita, para derrotar os golpistas de conjunto e não cada medida isolada do governo. A luta contra o golpe deve ser retomada e levada a bairro, escola, setor de trabalho. Essa é a única maneira de derrotar o golpe.

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