Imperialismo intensifica pressão contra Rússia e governo sírio

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A situação no Oriente Médio caminha em direção a uma crise cada vez maior da dominação do imperialismo. Depois de destruir Iraque, Afeganistão e Líbia, os EUA não conseguiram estabelecer seu domínio nesses países de forma estável. Em nenhum deles há governos centrais que comandem todo o território nacional. A mesma crise se expressa na Síria, onde o imperialismo patrocina milícias contra o governo do presidente Bachar Al Assad, mas não conseguiu derrubar o presidente mesmo depois de cinco anos de guerra civil. Cinco anos de guerra que causaram milhões de refugiados, centenas de milhares de mortos e a destruição do País. Os responsáveis por isso são os monopólios imperialistas, mesma força por trás do golpe no Brasil.

Na Síria, o imperialismo não conseguiu derrubar o presidente devido ao apoio popular a Assad e também ao apoio de outros países atrasados. No confronto com o imperialismo na guerra civil síria, Assad está tendo o apoio do Hezbollah, milícia xiita libanesa que tem apoio do Irã, além do apoio do próprio Irã e da Rússia. O exército sírio começou a avançar sobre o território do Estado Islâmico (EI) no momento em que o governo russo enviou a força aérea para auxiliar as operações das forças armadas sírias em setembro de 2015. A participação direta da Rússia no conflito deixou ainda mais distante o objetivo do imperialismo de derrubar Assad para colocar um governo capacho em seu lugar.

Além da ajuda dos russos, a Turquia mudou sua forma de atuar na Síria depois do golpe fracassado contra o presidente Recep Erdogan no meio do ano. O governo turco apoia rebeldes ligados ao imperialismo que procuram derrubar Assad, mas passou a atacar, ao contrário do que fazia antes, o EI. No domingo (16), com apoio dos turcos, rebeldes sírios tomaram o controle da cidade de Dabiq, ao norte de Alepo, até então sob o controle do EI.

Diante da situação que se colocou na guerra civil síria, o imperialismo está adotando agora uma política mais agressiva contra os russos e o governo sírio. A imprensa já anuncia que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, proporá aos países da União Europeia (UE) aumentar as sanções econômicas contra os governos da Síria e da Rússia. Merkel anunciou que levará o tema à próxima cúpula do bloco europeu.

Enquanto isso, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, cinicamente declara à imprensa que vai continuar buscando um acordo. Na verdade, o imperialismo não quer um acordo, mas derrubar Assad a qualquer custo. Diante do fracasso nesse objetivo até agora, o imperialismo pode se tornar ainda mais agressivo para impor se controle na região.

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