Governo golpista ataca Universidade Aberta do Brasil

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Um dos principais alvos dos golpistas é o ensino público superior. A Universidade Aberta do Brasil (UAB), por exemplo, sofreu um duro golpe. O governo fez um drástico corte de gastos, como se educação fosse despesa e não investimento, reduzindo as cifras previstas pelo Ministério da Educação (MEC) de R$ 376,2 milhões para somente R$ 247,2 milhões. Assim, se mostra mais uma ação de austeridade desse governo não eleito.

O edital original da UAB, publicado em 2014, previa o número de 250.000 vagas para todo o País no na de 2017. No entanto, em virtude desse arrocho, foram reduzidas para apenas 55.000. A UAB já chegou a ter 300.000 matrículas nos anos anteriores, atualmente conta com 130.000. Nara Pimentel, presidente do Fórum de Coordenadores da UAB, afirma que: “O sistema não cresceu, as turmas foram se formando e os cursos acabando”.

A Universidade Estadual de Londrina (UEL), que já formou 2.000 pedagogos, na atualidade não tem sequer um curso aberto. Essa política de completo desmantelamento da educação pública também se estende a pólos universitários como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que também não disponibiliza mais cursos, e da Universidade Federal do ABC (UFABC), que tem apenas um curso posto por esse sistema que tem somente 180 matriculados.

O MEC, ao ser questionado sobre o tema, diz que “considerando o cenário econômico e fiscal do País, é o que é possível fazer nesse momento sem prejudicar a instituição, mantendo seu nível de atividade.” Se um corte na verba dessa envergadura é o que se pode fazer nesse momento para não prejudicar a instituição, não se pode nem imaginar o que fariam se quisessem prejudicar, de outro modo, se trata de uma mentira muito grande para a população que anseia por mais educação do que a precária que já existe.

Esse ataque do governo é uma das consequências práticas do golpe de Estado em pleno andamento no Brasil. Para a reversão de ações como essa, protagonizadas pelo governo golpista, é necessário mobilizar os trabalhadores da educação, com os demais setores atacados pelo golpe, para derrubar as medidas anti-povo de Temer e seu governo.

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