Guerra no mundo todo: EUA atacam Houthis no Iêmen

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O governo dos norte-americanos se mete na política do mundo inteiro, seja impulsionando golpes de estado em países atrasados, seja interferindo em conflitos regionais como no Mar Meridional da China ou na Ucrânia.

No Oriente Médio, nas últimas duas décadas, os norte-americanos destruíram completamente três países: Afeganistão, Iraque e Líbia. A Síria também foi quase completamente arrasada na guerra civil, que já dura cinco anos, em que terroristas apoiados pelo imperialismo para derrubar o presidente Bachar Al Assad mergulharam o País no caos. Tudo para controlar os mercados dos países atrasados e mantê-los no papel de fornecer matéria prima e mão de obra barata sem que possam se desenvolver.

Na quinta-feira (13), os EUA começaram a intervir diretamente em mais um conflito. Militares norte-americanos dispararam mísseis na costa do Iêmen, atingindo radares em territórios controlados pelos rebeldes Houthis na região sul do País. Navios norte-americanos dispararam mísseis teleguiados destroyer USS contra alvos Houthis.

O Iêmen é o país mais pobre do Oriente Médio, e sua infraestrutura está sendo arrasada pela coalizão de países árabes liderada pela Arábia Saudita. Indiretamente, os EUA já estão na guerra do Iêmen desde o ano passado, apoiando os sauditas com armamento, informações e participando de ataques aéreos.

A coalizão dos sauditas começou a atacar o Iêmen depois que as milícias Houthis tomaram o controle do País. Os Houthis são xiitas, e a monarquia sunita que comanda a Arábia Saudita os acusa de serem ligados ao Irã. Para combater os Houthis, a coalizão saudita não hesita em atacar civis, bombardeando escolas, hospitais, mesquitas e mercados. A ONU finge ter preocupação, mas na prática as ações da monarquia reacionária saudita continuam, no interesse do imperialismo norte-americano na região.

Como sempre, os EUA estão alegando “autodefesa” para justificar o seu primeiro ataque direto às milícias Houthi no Iêmen. Os Houthis teria atacado os EUA do outro lado do mundo, na costa do Iêmen. Os EUA, portanto, precisam se defender da agressão. Cinicamente, o secretário de imprensa do pentágono, Peter Cook, declarou que os EUA “não estão buscando ampliar sua atuação no conflito”. Afirmando que “apenas procuramos defender nosso povo”.

Como ocupam o mundo inteiro, os EUA podem precisar “se defender” de qualquer um a qualquer momento em qualquer lugar do planeta. Nesse caso, os EUA foram “se defender” na costa de um pequeno país do outro lado do mundo no sul da Península Arábica.

Na verdade, o que acontece é que a política do imperialismo de dominação está cada vez mais agressiva, uma resposta desesperada à crise do próprio imperialismo. Essa situação mostra que o imperialismo está cada vez mais perigoso, disposto a recorrer a medidas extremas para manter o controle sobre países atrasados no mundo todo.

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