Um golpe na luta pela terra

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A repressão aos movimentos sociais é um ponto chave para os capitalistas no golpe de Estado no Brasil, pois se trata de lugares em que os trabalhadores organizados e partidos políticos de esquerda podem se mobilizar para lutas progressistas. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em uma ação tática do golpista governo de Temer, está na mira de mais um revés da luta pela terra.

A estratégia do programa de reforma agrária preparado por Temer agora é expandir a emissão de títulos de propriedade sob controle das prefeituras, com o objetivo de minar a distribuição de terras no País.

A aceleração desse programa também inibe a formação de novas ocupações e assentamentos, ou seja, é uma coerção contra a livre ação dos movimentos sociais. Na prática, transfere às prefeituras a função de selecionar as famílias que devem ser contempladas com lotes em novos assentamentos e quais devem receber o título de domínio, retirando essa que é uma das atribuições do MST.

Membro da coordenação nacional do MST, Alexandre Conceição, disse que “Isso não é plano de reforma agrária, é plano de retrocesso à reforma agrária. O problema é não querer fazer novas desapropriações.”. Afirma também não ver problema nenhum na forma como o MST realiza o trabalho de cadastramento das famílias.

É nítida a ofensiva do governo golpista contra qualquer mobilização social dos trabalhadores. Isso coloca a luta pela terra nas diretrizes revolucionárias que deveriam ter desde sempre na economia liberal capitalista, no combate convicto pela expropriação imediata de todo o latifúndio.

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