Imprensa golpista defende terceirização

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Em sua edição do dia 30 de setembro, o jornal O Globo publicou uma matéria de título “Terceirizar é avançar”. No texto, assinado por Hélio Costa, o jornal golpista diz que hoje, no Brasil, a aprovação da terceirização é “imperativa”, uma vez que “representa vagas de trabalho qualificado e especializado e maior competitividade e segurança jurídica em toda a cadeia produtiva do país”.

Para sustentar o seu posicionamento direitista, o jornal faz um levantamento de empresas que trabalham com terceirizados, alegando que, se não fosse a terceirização, haveria muito mais desemprego. Isso, contudo, não passa de uma mentira. Na verdade, o esperado é o contrário: os terceirizados trabalham mais do que os contratados diretamente. Portanto, quanto mais terceirizados, menos vagas.

O jornal golpista, por sua vez, não se cansa de mentir: “no Brasil a terceirização já é uma realidade. É preciso definir os direitos e deveres e empresas e de seus empregados terceirizados e, assim, formalizar milhões de relações de trabalho já existentes no país”. O que ele chama de “formalizar relações” é, na realidade, acabar de vez com qualquer negociação entre patrão e empregado, uma vez que os terceirizados têm patrões diferentes e são filiados a sindicatos diferentes.

Por mais que O Globo não tenha mencionado a questão salarial, isso não pode deixar de ser dito à classe trabalhadora: segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário dos terceirizados é 24% menos do que o salário dos empregados formais.

Embora a imprensa golpista faça campanhas diárias em defesa da terceirização, isso será mais um duríssimo ataque à classe trabalhadora. A terceirização é, como os demais ataques, uma ferramenta para transformar o trabalhador em um escravo – vivendo em condições desumanas e sem direito a voz.

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