Dia nacional de mobilização contra o golpe demonstra grande disposição para a luta

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Aconteceram no dia 22 de setembro em todos os 26 estado nacionais, mais o Distrito Federal, atos contra o golpe e os ataques aos direitos dos trabalhadores vindos do governo golpista.

As manifestações foram iniciadas logo pela manhã com paralisações em diversas categorias, como rodoviários/condutores em Porto Alegre (RS) e João Pessoa (PB) que trancaram garagens impedindo a saída de ônibus.

Em muitos estados categorias que estão em campanha como o caso dos professores do DF e de São Paulo os atos se unificaram a assembleias. Os bancários que estão em greve nacional há mais de duas semanas também engrossaram o movimento.

Em São Paulo 10 mil pessoas, do movimento popular, operários metalúrgicos, da indústria química, rodoviários, professores municipais e estaduais, e outros trabalhadores junto com a população em geral e a juventude se reuniu na Av. Paulista a partir das 14h, quando foi iniciada a assembleia da Apeoesp (sindicato dos professores do estado de São Paulo).

A assembleia aprovou o dia 5 de outubro como um dia de manifestações em todo o estado com caravanas enviadas à Brasília para se juntar a professores de outros estados para lutar contra as reformas na educação propostas pelo ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM) que tem como consultor o ator pornô Alexandre Frota. Uma das propostas do ministro golpista é a “flexibilização do currículo escolar”, que na prática significa o fim do ensino de Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia no Ensino Médio. Tudo isso feito através de Medida Provisória, sem qualquer discussão com quem quer que fosse.

Nesse ato de São Paulo Antonio Carlos Silva da direção do PCO e da corrente de oposição sindical Educadores em Luta fez uma proposta de luta específica para categoria de professores do estado e ainda defendeu a greve geral. Foi aprovada uma moção de repúdio, contra a prisão do ex-presidente Lula proposta por ele que também apresentou a proposta de luta do PCO contra o golpe, o cartaz produzido pelo partido que está sendo enviado para todo o país como parte da campanha pela libertação de todos os presos políticos no Brasil e contra a perseguição a Lula.

Como foi um ato unificado com a assembleia da categoria de professores, em São Paulo, o PSTU com sua palavra de ordem direitista e golpista de “fora todos” falou no carro de som, mas foi bastante hostilizado. Na Paraíba o PSTU foi vaiado e obrigado a sair da manifestação sob gritos de “fora golpistas”, tem vídeo circulando nas redes sociais que mostra a cena.

Em todo o país foram dezenas de milhares de pessoas que se reuniram para protestar contra essas e outras medidas que se colocadas em prática serão um tremendo retrocesso para a população. É caso também das reformas trabalhista e da Previdência. Essas representam a volta à escravidão, pois o trabalhador pode perder direitos elementares como o limite da jornada de trabalho, e aposentadoria.

As últimas manifestações contra o golpe foram duramente reprimidas pela polícia. Em São Paulo, na tarde e noite do dia 22 de setembro não foram registradas casos de violência policial, mas no Rio Grande do Sul onde houve protestos durante o dia e a noite, houve repressão.

No próximo período novas manifestações devem ocorrer. É importante engrossar o movimento nas ruas tendo em vista que o governo golpista está partido para cima de todos direitos da população, querendo acabar com direitos e privatizar riquezas nacional.

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