EUA enterram cessar-fogo na Síria e acusam a Rússia

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No dia 9 de setembro, EUA e Rússia negociaram uma acordo de cessar-fogo na guerra civil da Síria. Os EUA apoiam grupos terroristas, chamados de “oposição moderada” na imprensa norte-americana, enquanto a Rússia apoia o governo do presidente Bachar Al Assad, fornecendo armas e, desde setembro do ano passado, ajudando o exército sírio com ataques aéreos. No dia 9, pela primeira vez os EUA não exigiram a saída de Assad para começar a negociar. Os dois governos chegaram a entrar em um acordo para atacar o Estado Islâmico conjuntamente.

Imediatamente, no entanto, as milícias apoiadas pelos EUA começaram a desrespeitar o cessar-fogo. O ministério da Defesa russo acusou as milícias de violarem os termos do cessar-fogo 302 vezes. Essa acusação foi reiterada pelo governo sírio. No sábado, um bombardeio liderado pelos EUA, com participação de britânicos e dinamarqueses, deixou 90 militares sírios mortos. Na prática, essa ação enterrou o cessar-fogo, embora o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, continue dizendo que o cessar-fogo continua valendo. O governo russo afirma que, uma vez que o acordo tem sido sistematicamente violado, não faria sentido cumpri-lo unilateralmente, o cessar-fogo serviu apenas para as milícias apoiadas pelo imperialismo ganharem tempo.

Na segunda-feira, o exército sírio, ou russo, teria bombardeado um comboio de ajuda humanitária que estava indo em direção a Alepo. A imprensa imperialista tratou de apresentar esse fato como o que estaria precipitando agora o fim do cessar-fogo, mas na verdade foi o bombardeio contra militares sírios no sábado que enterrou o acordo assinado em Genebra.

O objetivo do imperialismo na guerra síria sempre foi derrubar Assad e substituí-lo por um governo servil aos interesses do imperialismo. O plano imperialista para os países atrasados em geral, diante do aprofundamento da crise capitalista, é intensificar o saque dos recursos e a exploração dos trabalhadores para fazê-los pagar pela crise.

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