Macri, amigo dos monopólios da comunicação

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O governo argentino, do presidente Mauricio Macri, pretende aprovar uma nova legislação para as comunicações. A nova lei de imprensa visa favorecer os grandes monopólios econômicos das comunicações, fortalecendo ainda mais o poder do capital no controle da informação. Trata-se de um desmonte da política do governo anterior, de Cristina Kirchner, menos antidemocrática do que a política representada por Macri.

Noticiando os planos de Macri, o Estado de S. Paulo publicou um parágrafo revelador em uma matéria da edição impressa desta segunda-feira (12): “O argentino vive num país que escapou do caos ou caminha para o precipício, a depender do canal de TV, jornal, rádio e amigo nas redes sociais que escolha acompanhar. Essa transmissão em preto e branco da realidade foi alimentada pelo kirchnerismo, que distribuiu US$ 215 milhões entre 2009 e 2015 em verba publicitária a 15 grupos de comunicação – 12 dos quais tinham viés militante”.

Estado nem consegue disfarçar sua insatisfação com o fato de que, na Argentina, não há uma opinião única nos meios de comunicação de massa. É isso que a imprensa de direita costuma chamar de “liberdade de imprensa”, o controle da imprensa por poucos capitalistas. Macri quer impor a volta desse controle absoluto contra o conjunto da população argentina.

As eleições na Argentina mascararam o golpe de direita que estava em andamento, dando uma aparência de legitimidade a Macri. Mas o golpe de direita continua em curso no País, e seu objetivo é mudar o regime político para reprimir os trabalhadores e fazê-los pagar pela crise. O controle da informação é mais um passo nesse sentido da direita golpista que tomou o poder e dedicou-se desde o primeiro minuto a aparelhar as instituições para levar adiante seu projeto, com a nomeação de ministros para a Corte Suprema de Justiça logo nos primeiros dias por decreto.

Entre as mudanças que Macri pretende implantar, a principal é voltar a permitir a chamada “propriedade cruzada” de meios de comunicação, de modo que as empresas possam ter canais de TV aberta e paga ao mesmo tempo. Macri também pretende reduzir as cotas para igrejas, indígenas e universidades, aumentando o espaço para os grandes capitalistas. Outras medidas também deverão afetar os meios de comunicação menores, favorecendo ainda mais os grandes monopólios. Essa é a “liberdade de imprensa” da direita golpista, liberdade para os monopólios controlarem a informação e manipularem à vontade.

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