França faz pressão contra presidente eleito do Gabão

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No dia 27 de agosto, o presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, disputou eleições para continuar no cargo contra o opositor Jean Ping. Em um país com população de 1,8 milhão, Bongo terminou apenas alguns mil votos à frente de seu concorrente. Esse fato serviu de pretexto para que potência imperialistas se intrometessem na política local. Segundo a revista britânica The Economista, o governo francês teria pedido para Oblongo deixar o poder diante da contestação do resultado eleitoral.

Após o anúncio do resultado, seis dias depois das eleições, apoiadores de Ping foram às ruas em protesto e colocaram fogo na Assembleia Nacional, na capital Libreville. A repressão policial deixou mortos e Ping teve a casa cercada e ficou sob prisão domiciliar. Com a pressão internacional, Ping foi liberado. Depois de livre, Ping pediu ajuda usando o jornal norte-americano New York Times, declarando que a democracia do Gabão estaria passando por uma crise.

O Gabão está passando por uma crise econômica pela qual todos os países atrasados estão passando, com uma queda no crescimento da economia causada pela queda do preço das matreiras primas. Ano passado, o Gabão entrou em recessão, e agora a crise econômica alimenta a crise política em que o imperialismo francês resolveu intervir, ampliando sua ingerência na África em suas ex-colônias.

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