Impeachment aprovado, golpe vai se aprofundar

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Por 61 votos, senadores reconhecidamente picaretas passaram por cima de uma eleição que colocou na presidência uma mulher com 54,5 milhões de votos. Dilma Rousseff foi definitivamente afastada do cargo depois de um julgamento-farsa.

O nível de fraude do impeachment fica ainda mais gritante se levarmos em consideração que depois de cerca de um ano desde que foi aberto o processo na Câmara dos Deputados por Eduardo Cunha, isso sem contar toda a campanha política anterior, não se conseguiu provar absolutamente nada contra Dilma Rousseff.

Não se trata aqui de fazer uma análise moral da presidenta, o que é incrível é que mesmo com a ação do Judiciário e da Polícia Federal, colocando grampos ilegais, vasculhando contas, invadindo privacidades e todo o tipo de atos ilegais não se tenha conseguido encontrar nada sobre Dilma Rousseff. A direita, com todo o aparato estatal nas mãos, não conseguiu sequer inventar um crime que recaísse sobre Dilma.

Esse fato deixa claro que o golpe é uma ação de força. O fato de que um Senado e uma Câmara dos Deputados notoriamente corruptos afastaram uma pessoa inocente mostra que os golpistas estão dispostos a tudo para aprofundar os ataques contra a população e as organizações do povo. Fica claro, ainda, que deferentemente do que defendeu a esquerda pequeno-burguesa, inclusive o PT, o golpe não foi “parlamentar”, muito menos uma mera manobra política que poderia ser combatida usando as instituições do regime político.

Contra uma medida de força como um golpe de Estado, só mesmo outra medida de força: a mobilização radicalizada dos trabalhadores.

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