Extrema-direita alemã protesta contra imigrantes

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Neste sábado, 27, um grupo de extrema-direita alemão “Movimento Identitário” escalou até o portão de Brandemburgo na capital e levantou faixas dizendo “proteja as fronteiras, salve vidas”, logo a polícia cercou o grupo e o fez descer.

O acontecido pode não parecer importante isoladamente, mas coisas nesse sentido tem se repetido. Alguns meses atrás um abrigo de refugiados foi queimado; um outro grupo de extrema-direita, PEGIDA, está buscando sua legalização; o partido, também de extrema direita, Alternativa para Alemanha, teve 4,7% dos votos na última eleição (ficando a 0,3% de ingressar no parlamento, por conta da cláusula de barreira), agora tem expectativa de voto de 10% e é (nas pesquisas) o quarto maior partido do país.

A extrema direita na Europa tem crescido exponencialmente, tendo tido 49% dos votos na Áustria, sendo que a eleição foi cancelada e vai acontecer de novo. O UKIP inglês foi vitorioso no referendo para sair da União Europeia. A Frente Nacional francesa foi o maior partido nas últimas eleições.

Em vários outros países o mesmo é visto: partidos de extrema-direita e alguns casos abertamente fascistas (como no caso da Austria, que o partido foi fundado por ex-oficiais da SS nazista) tem progredido às custas dos partidos tradicionais da burguesia, a Alemanha parecia estar menos afetada pelo crescimento da extrema-direita, mas os últimos acontecimentos mostram que isso não é verdade.

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