Globo torce pelo seu País, os EUA

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Por uma arte que lute contra o golpe 1

28392570324_34f66b2084_k  Henrique Áreas

Chamou a atenção a fervorosa divulgação das medalhas do nadador Michel Phelps. Em vários momentos, a rede Globo parou tudo para transmitir Phelps nadando, não importava se havia brasileiro disputando na piscina, o importante era Phelps.

A veneração ao nadador norte-americano chegou ao ponto de a Globo simplesmente interromper um jogo de futebol feminino da seleção brasileira para mostrar Phelps. Cleber Machado que narrava a seleção, deu voz a Galvão Bueno e as imagens passaram para o complexo olímpico de natação. A “emoção” de Galvão Bueno ao narrar a disputa na piscina e mais uma vitória de Phelps chegou ao ponto que o narrador berrava e engasgava de tanta euforia.

Goste ou não, os brasileiros amantes do esporte se acostumaram a ouvir as narrações de Galvão e seu tradicional exagero nacionalista, até certo ponto parte do ofício de um narrador esportivo. Mas essas Olimpíadas, que ironicamente ocorrem no Brasil, inauguraram um Galvão Bueno que trocou o Brasil de Neymar pelos Estados Unidos de Phelps. Galvão, o porta-voz esportivo da Rede Globo, assumiu seu amor pelo imperialismo norte-americano.

Antes mesmo de Phelps entrar na piscina, já tinha ficado claro que a torcida da Globo estava com os Estados Unidos. Na abertura dos jogos, em pleno Maracanã, Galvão anunciava, várias delegações antes, que “daqui a pouco vai entrar a grande delegação dos Estados Unidos”. Como se algum brasileiro normal, não coxinha, tivesse alguma simpatia pelos norte-americanos.

Quando a “grande delegação” norte-americana finalmente entrou, Galvão começou num surto de louvação. Pior, quis imputar aos presentes a mesma empolgação, tentando convencer o telespectador que os torcedores no Maracanã também ovacionava os norte-americanos. O episódio grotesco não se repetiu em nenhuma outra delegação, apenas a brasileira, por ossos do ofício, ganhou tanto destaque do narrador global.

A forçação de barra fica ainda mais nítida pelo contraste com outras delegações. Cuba, por exemplo, ignorada por Galvão quando entrou no estádio, recebeu, essa sim, muitos aplausos dos torcedores. E assim foi com várias delegações, principalmente de países pobres.

O episódio mostra que não só na política a Globo é uma inimiga do povo. Na torcida também. Isso fica claro nos vários relatos principalmente da imprensa estrangeira sobre o comportamento da torcida brasileira, que costuma, além de torcer fervorosamente para o Brasil, vaiar os adversários e apoiar os “azarões”, o que significa que na maior parte dos casos os norte-americanos não só não foram aplaudidos como foram vaiados pelos brasileiros. Nesse sentido, Galvão e a Globo estão na contramão da torcida, prova disso é que fizeram coro com a imprensa imperialista criticando o mau comportamento dos torcedores.

Nas Olimpíadas do golpe, a rede Globo, maior golpista de todos os golpistas, decidiu assumir sua torcida pelos Estados Unidos. Essa torcida, no entanto, não está nada fora do esperado. A Rede Globo está apenas torcendo para o seu País. Assim como os coxinhas, a rede Globo veste verde e amarelo mas gosta mesmo e torce para os Estados Unidos.

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