Ataque a facadas no Japão: atentado de extrema-direita

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Nesta terça-feira (26), um homem entrou em um centro de assistência para pessoas com deficiência e matou 19 pessoas a facadas, no Japão. O centro estatal de assistência a deficientes fica na cidade de Sagamihara, e foi invadido pelo assassino, identificado como Satoshi Uematsu, às 2h10 da manhã no horário local. Uematsu tinha trabalhado no centro, e além de matar 19 pessoas deixou 26 feridos, 20 em estado grave. Segundo a polícia, Uematsu teria dito que queria se livrar de “todos os aleijados do mundo”. Ele invadiu o centro quebrando o vidro de uma janela, vestido de preto e com o cabelo pintado de loiro, em seu carro foram encontradas outras armas brancas.

A motivação do crime, “livrar-se dos aleijados”, é inequivocamente uma motivação ideológica de extrema-direita. Não por acaso, o ataque acontece em um momento de ressurgimento do militarismo do imperialismo japonês, sob o governo de Shinzo Abe, ligado a grupos de extrema-direita que defendem a militarização do Japão. Desde a derrota na Segunda Guerra Mundial, o Japão tem uma Constituição pacifista, imposta pelos EUA.

Apesar das circunstâncias da adoção dessa Constituição, a maior parte da população defende seu caráter pacifista. O governo, no entanto, sob protestos massivos nas ruas, vem alterando as leis para permitir que o Japão intervenha militarmente em conflitos militares fora do país. O crescimento da militarização coincide também com um momento de forte crise econômica.

O caso também expõe a fraude do desarmamento em outros países como forma de impedir ataques desse tipo. Sob o rígido controle de armas que vigora no Japão, Uematsu simplesmente recorreu a armas brancas para cometer 19 assassinatos em um intervalo de meia hora. Outros ataques como esse aconteceram antes no país, com uso gás (no metrô), atropelamento de caminhão e outros ataques com facas. O desarmamento não serve para evitar esse tipo de ataque, apenas para evitar que a população possa se defender do Estado, fortemente armado.

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