Vitória de PPK no Peru, mais um golpe

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Por uma pequena diferença de votos, Pedro Pablo Kuczynski (PPK) venceu Keiko Fujimori no segundo turno das eleições presidenciais peruanas, realizadas no dia 5 de junho. Durante a semana passada, a tensão aumentava enquanto a diferença ficava cada vez mais estreita durante a contagem dos últimos 10% dos votos.

Uma semana antes da votação, Fujimori tinha uma vantagem de cinco pontos nas pesquisas. Uma acusação surgida nos EUA envolvendo o secretário-geral de seu partido ajudou a derrubar Fujimori na reta final, levando à vitória de um candidato mais fraco e diretamente ligado ao imperialismo. PPK governará com uma ampla maioria fujimorista no Congresso, com um programa muito parecido ao de suas concorrente.

Para chegar a esse resultado, uma manobra tirou a esquerda do segundo turno. Verónika Mendoza terminou o primeiro turno pouco atrás de PPK. O candidato estava distante do segundo turno até que dois candidatos foram cassados por tecnicalidades. Assim conseguiram colocar dois candidatos com o mesmo programa no segundo turno, em um parlamento dominado por Fujimori. Para poder governar, PPK deverá oferecer ministérios para o partido de Fujimori, que 73 parlamentares em uma casa legislativa com 130 cadeiras.

É a consumação de mais um golpe na região, em que o imperialismo conseguiu garantir seus interesses logo no primeiro turno, com dois candidatos entreguistas e neoliberais. Em um momento em que a crise começa a chegar com força no Peru, o mesmo programa de toda a região vai ser repetido: fazer os trabalhadores pagarem pela crise. Isso será feito atacando os direitos trabalhistas e os salários, além de repressão, para quebrar resistências a medidas que vão nesse sentido. Esse é o motivo por trás de todos os golpes na região.

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