Venezuela: governo denuncia fraude em pedido de referendo

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O governo venezuelano voltou a denunciar no domingo (29) que a direita golpista fraudou as planilhas de assinaturas pedindo um referendo revogatório para encerrar mais cedo o mandato do presidente Nicolás Maduro. Segundo Rodríguez, pelo menos 40% das assinaturas não são válidas legalmente. Até mortos assinaram o pedido de referendo da direita golpista. A oposição diz que teria reunido 1,8 milhão de assinaturas, nove vezes as 200 mil necessárias. O referendo revogatório é previsto na Constituição da Venezuela de 1999, aprovada sob o governo de Hugo Chávez.

O dispositivo vem sendo usado pela direita para promover sua campanha golpista permanente. A direita golpista acusa o governo de dificultar a realização do referendo com o propósito deliberado de adiar a votação até 2017. O governo explica, no entanto, que há prazos normais que deverão ser cumpridos, além de eventuais recursos que possam ter que ser analisados pela justiça. A direita busca explorar o fato de que há prazos a serem respeitados para promover uma campanha golpista em torno do problema, convocando protestos de rua que muitas vezes acabam em violência. Mais uma tentativa, entre muitas, de desestabilizar o País até que o presidente caia.

O imperialismo impulsiona golpes em toda a região, e tenta aproveitar a crise econômica na Venezuela para dar o golpe final no chavismo, depois de mais de uma década de contínuos ataques. O País sofre com a queda do petróleo em uma economia que sempre foi dependente dessa mercadoria, além de enfrentar uma brutal seca. O objetivo do imperialismo é colocar um governo fantoche no comando da Venezuela, que tem as maiores reservas de petróleo do mundo e que nacionalizou, sob o chavismo, mais da metade da produção.

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