Ocupantes do Ministério da Cultura declaram que não haverá diálogo com golpistas

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O  Ministro da Cultura do governo golpista de Temer, Marcelo Calero, declarou que irá dialogar com as ocupações do Ministério da Cultura que estão acontecendo no país inteiro. Um eufemismo para dizer que, na realidade, vai desocupar e desmobilizar o movimento.

No entanto, as ocupações responderam a declaração do ministro golpista dizendo que “não haverá diálogo, conciliação ou negociação com quem trate com um golpista”.

As ocupações de prédios ligados ao Ministério da Cultura começaram como um protesto de artistas e intelectuais ao ato do governo Temer de excluir o pasta da cultura do governo federal, mas logo as ocupações foram crescendo e adquirindo o eixo de luta contra o golpe em seu conjunto. Atualmente, sedes do Ministério da Cultura de todos os Estados e do Distrito Federal estão ocupadas.

Os manifestantes declararam que não sairão enquanto os golpistas não forem derrotados e que não haverá diálogo com eles.

A ocupação do Palácio do Capanema, no Rio de Janeiro, publicou em sua página no Facebook, uma nota dos ocupantes em resposta à declaração de Calero, reafirmando que não terão qualquer relação com os golpistas.

O caminho da luta contra o golpe é esse: sem diálogo com os golpistas. O golpe será derrotado nas ruas, na mobilização da população e na greve geral.

Leia abaixo a nota do Ocupa MinC RJ sobre a declaração de Calero:

Nota de repúdio do Ocupa MinC RJ contra declarações de Marcelo Calero em entrevista ao jornal Folha de São Paulo:

Primeiramente, #ForaTemer.

Não haverá diálogo, conciliação ou negociação com quem trate com um governo golpista.

Não há república, democracia ou governo instituído, quando o voto da população é violentado com um golpe. Esta é a verdadeira gambiarra.

Não temos líderes, temos vozes.

É bom lembrar que o Palácio Gustavo Capanema não é apenas um prédio da Funarte, e sim do Ministério da Cultura. Estamos re-significando a função social deste espaço, não só no sentido da funcionalidade e da inserção da sociedade civil, mas transformando-o em um território de luta contra o retrocesso e a restrição de direitos promovidos por este governo ilegítimo, incluindo a nova reformulação do ministério.

Nosso movimento é nacional e unificado. Apoiamos e defendemos todas as ocupações brasileiras e não vamos aceitar diferença de tratamento entre as mesmas.

Não há coerência em um discurso contra o machismo, a homofobia, a xenofobia e pactuar com um projeto de governo golpista que assumiu de forma arbitrária, causando um desmonte de setores e instituições essenciais do Estado brasileiro como Saúde, Cultura, Direitos Humanos, Mulheres, Igualdade Racial, Povos Indígenas, Desenvolvimento Agrário, Previdência, Ciência e Tecnologia, Empresa Brasil de Comunicação,_ além da extinção da Controladoria-Geral da União – CGU._

Chamar um presidente golpista de “grande líder” é oportunismo. Queremos uma república de fato e de direito.

A luta pela democracia não tem data para terminar.

#NãoÉSóPeloMinc

#OcupaMinc

#OcupaTudo

#ForaCunha

 

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