Secretária da Mulher do governo golpista é contra o direito das mulheres

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O presidente golpista Michel Temer definiu nessa última semana um novo nome para chefiar a Secretaria da Mulher. Após reunião com parlamentares mulheres golpistas, Temer escolheu Fátima Pelaes (PMDB/AP), que é contra o aborto, a favor do Estatuto do Nascituro, Estatuto da Família e também é envolvida em esquemas de corrupção, para o cargo.

Entre os cortes do governo golpista, Temer rebaixou a posição da Secretaria, que antes tinha status de Ministério e hoje é subordinada ao Ministério da Justiça, ou seja, está sob as ordens do golpista Alexandre de Moraes, antigo secretário de Segurança Pública de São Paulo, que barbarizava no Estado.

Fátima Pelaes, enquanto deputada, foi contra todos os projetos progressistas em relação à mulher. Votou contra um projeto que proibia empresas de remunerar de forma diferente mulheres e homens que possuíam a mesma função. Defende que a vida existe desde a concepção, colocando-se totalmente contrária à legalização do aborto. A favor do Estatuto do Nascituro, defende que o feto deve ter direitos, ignorando-se a situação da própria mulher. Entre vários outros projetos de ataques às mulheres e outros setores oprimidos.

Antes de ser presidente do PMDB Mulher, Fátima Pelaes passou pelo PFL (atual DEM) e pelo PSDB.

Foi também acusada de casos de desvio de dinheiro público para campanhas de reeleição. Uma empresa fantasma chamada Conectur tinha um convênio de 2,5 milhões de reais do Ministério do Turismo. A empresa funcionava na Assembleia de Deus Casa de Oração do Betel, com a qual a deputada tinha ligações. O dinheiro então era repassado para a parlamentar que usava para campanhas eleitorais e fins pessoais.

A presidenta Dilma Rousseff havia exonerado Pelaes do cargo que possuía na Administração da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Ela voltou agora ao governo golpista.

Os golpistas mostram a cara, deixando novamente claro que o golpe nunca foi contra a corrupção, mas sim que além da retirada de direitos, principalmente das mulheres, negros e LGBTs, afastam a presidente eleita acusada de corrupção por notórios corruptos.

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