Rodrigo Janot e as manobras golpistas

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Arquitetura do golpe esteve nas mãos de Janot o tempo todo

Rodrigo Janot foi nomeado Procurador-Geral da República em 2013, sendo reconduzido ao cargo em 2015, em uma “eleição” interna da PGR, onde teve mais de 300 votos sobre o segundo colocado.

Todo o período da ocupação de seu cargo, Janot teve e tem papel fundamental no resultado da operação Lava-Jato e no golpe de Estado, que conta com a PGR para o andamento dos processos contra o PT e o arquivamento das acusações contra os golpistas.

Seu papel no golpe também envolve ataques à Petrobras e a consequente privatização da empresa. Em março deste ano, Rodrigo Janot, e o procurador geral da Suíça, Michael Lauber, se reuniram em Berna para debater ações conjuntas entre os dois gabinetes relacionadas a Petrobras.

Neste mesmo mês foi gravada a conversa de Sérgio Machado com Romero Jucá, que foi divulgada somente agora, após o afastamento de Dilma Rousseff da presidência da República.

Essa conversa mostra um passo-a-passo do golpe, onde Jucá mostra a necessidade de parar a operação Lava-Jato logo após o afastamento de Dilma. E, para isso, conta com o Supremo Tribunal Federal e com a própria Polícia Federal, que, embora não tenha sido mencionada expressamente, está na proa do golpe de estado.

Ainda em março essa gravação já tinha chegado às mãos de Janot, que nada fez. Apenas observou o andar dos acontecimentos que culminaram no afastamento de Dilma e no processamento do impeachment.

Outros áudios foram vazados e divulgados, mas sempre em momentos precisos, e sempre para desestabilizar o governo do PT. Como foi o caso da conversa ilegalmente gravada entre Dilma e Lula, antes deste tomar posse como chefe da casa civil.

 

Nas mãos da direita

O cargo de Procurador-Geral tem “independência funcional” para o exercício de suas funções, não estando subordinado ao Poder Executivo, e tem mandato de dois anos, podendo ser reconduzido.

Dentre suas funções está a chefia do Ministério Público da União e de procurador-geral eleitoral e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, além de sempre ser ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. Um cargo essencial para o andamento do golpe de estado.

O fato de não depender do voto popular, o deixa completamente à mercê dos poderosos, os únicos capazes de influir nessa instância. O mesmo ocorre com todo o Poder Judiciário, que está nas mãos dos golpistas.

Todas as instituições estão envolvidas no golpe de estado. Através da mobilização do povo, dos trabalhadores e suas organizações, é preciso impor uma derrota ao golpe de conjunto e a todas as instituições golpistas.

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