Golpistas querem privatizar o Banco Regional de Brasília

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Tramita na Câmara Legislativa de Brasília a Projeto de Emenda à Lei Orgânica (PELO) 35/2016 que desobriga os funcionários do Governo do Distrito Federal de abrirem conta corrente no BRB, enfraquecendo assim a função de banco público e abrindo o caminho para a sua privatização.

Projeto de Emenda à Lei Orgânica (PELO) 35/2016 da deputada distrital Telma Rufino revoga os parágrafos 4º e 5º do art. 144 da Lei Orgânica do DF que obriga os funcionários do GDF a abrirem conta corrente no BRB para receber o salário.

É um claro ataque ao patrimônio da população de Brasília e aos trabalhadores bancários, ao retirar a folha de pagamento dos servidores públicos de Brasília, a maior fonte de receita do banco, para entregar aos bancos privados uma receita de quase R$ 10 bilhões.

Rufino foi eleita pelo Partido Pátria Livre (PPL), (partido com laços estreitos no processo golpista do governo Dilma) hoje sem partido devido a sua expulsão pelo seu envolvimento na Operação Trick da Polícia Civil por envolvimento em fraudes bancárias para financiamento de campanha. A deputada é uma aliada do governador tucano “socialista” Rodrigo Rollemberg (PSB) que vem realizando a maior onda privatista realizada no Distrito Federal.

Recentemente, o governador deu início ao processo de privatização na capital da República ao autorizar a publicação de editais de chamamento público para Manifestação de Interesse Privado (MIP), que abre para a iniciativa privada, por meio da PPP (Parcerias Público – Privadas), a administração do Jardim Zoológico, a Torre de TV e Digital, o Parque de Exposições Granja do Torto, o Parque da Cidade, o Parque Tecnológico, o projeto Transbrasília, o Centro de Convenções Ulisses Guimarães e a iluminação pública.

Além disso, abriu a possibilidade de concessões para empresários e consórcios para a privatização em escolas, hospitais, parques, complexos esportivos, centros culturais e infraestrutura urbana (diga-se Companhia de água e esgoto de Brasília e Cia energética de Brasília).

A justificativa da deputada em relação ao seu projeto é a de resolver o problema dos “superendividados” do banco migrando as contas para outros bancos. Tal justificativa nada mais é do que uma cortina de fumaça para encobrir o que está por trás da proposta: sucatear a empresa para abrir o caminho para a sua privatização.

A política neoliberal tucana do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) condenou os serviços públicos do DF a um maior sucateamento, duramente atingidos pela política de “cortes” e “ajustes” dos governos. Com a ajuda da venal imprensa, o governador “enRollemberg”(como é chamado pelos servidores públicos do DF), faz uma enorme campanha de que o governo está falido, tentando usar a crise financeira provocada pela política de sustentação dos banqueiros e empreiteiras pelos cofres públicos como desculpa para aplicar uma política de “ajustes” que visa tirar recursos de quem não tem para continuar sustentando os parasitas do Estado, sustentado com os impostos pagos pelos trabalhadores.

A política de sucateamento do BRB é um artifício utilizado pela burguesia para privatizar a empresa e entregar para os capitalistas, aumentando a exploração dos trabalhadores e da população. Ela foi utilizada em praticamente todas as empresas que foram entregues para os capitalistas, principalmente no governo de FHC: Vale do Rio Doce, CSN, Telefonia, Empresas de Energia, de Água e praticamente todos os bancos estaduais. É essa mesma política que agora está sendo utilizada contra os trabalhadores e a população em geral. Ao fazer propaganda de que a empresa não vem “dando lucro”, a “tecnologia é obsoleta”, “não é competitiva”, justifica a privatização para os patrões se beneficiarem com a entrega do patrimônio do povo a preço de banana. O que “ganham” os trabalhadores é piora na qualidade do serviço, demissões, arrocho, etc.

Logo que consolidado um importante passo da engrenagem do golpe de Estado com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff pelo Congresso Nacional, o vice golpista Michel Temer e a direita vem colocando em prática a política de ataques aos trabalhadores e à população. O golpe irá profundar a política de rapina dos capitalistas sobre a classe trabalhadora. Com o golpe, os governos de direita do tipo Rollemberg em Brasília se sentirão à vontade para implantar tal política.

A ofensiva dos governos capitalistas só pode ser barrada por meio de uma combativa mobilização unitária dos servidores públicos, bancários do BRB e de toda a população contra as privatizações.

A política direitista de apagão nos serviços públicos e ataques à população, somente pode ser derrotada com uma ampla mobilização, com a ocupação das ruas da capital e, se necessário, dos prédios públicos, em defesa das reivindicações dos servidores e todos os trabalhadores.

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