Greve Geral: nem panaceia, nem utopia, uma realidade possível

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Perci Marrara

A greve geral não é uma panaceia. Há setores da esquerda pequeno-burguesa, de anarquistas a pretensos trotskistas (morenistas, PSTU principalmente), que para toda e qualquer ocasião recorrem ao chamado à “greve geral”, como se esta fosse uma resolução mágica. Mas também não é uma utopia. Nos últimos anos trabalhadores de vários países recorreram a este método de luta para combater medidas de ajuste fiscal, corte de direitos etc. Por exemplo, houve greve geral na França, na Grécia, entre outros. Portanto, pode sim tornar-se realidade.

A Conferência Nacional do Partido da Causa Operária, realizada entre os dias 22 a 24 de abril de 2016, debateu amplamente essa questão. Foram discutidas as possibilidades, os meios, e que é necessário um estado de mobilização permanente para levar a cabo essa tarefa. O que resultou na aprovação, por unanimidade, da resolução de que deve-se convocar a greve geral. A conclusão é de que somente com a luta unitária de todos os trabalhadores será possível barrar o golpe. Esta deve ser a palavra de ordem para a próxima etapa.

A greve geral está colocada como uma possibilidade real. As principais e maiores organizações de trabalhadores, juventude, sem teto, sem terra do país que reúnem milhares de sindicatos, organizações estudantis, populares etc. já declararam estar dispostos e recorrer a paralisação nacional para barrar o golpe orquestrado diretamente pelo imperialismo. CUT, CTB, UNE, UBES, PT, PCdoB, MST, e muitas outras entidades devem se empenhar nesta tarefa.

Já ultrapassamos a fase do ensaio. É chegada a hora de entrar em cena a força motriz da sociedade, a classe operária. Convocar os trabalhadores dos principais setores produtivos do país, percorrer as fábricas, o serviço público e serviços em geral, universidades, escolas, convocar todo povo pobre, trabalhador, mulheres, negros, LGBTs, todos setores oprimidos que estão com seus direitos seriamente ameaçados. Ocupar ruas, estradas, prédios, terras.

A greve geral demonstra unidade e decisão por parte dos trabalhadores de realizar uma luta combativa, classista. É uma resposta da classe operária na luta contra a burguesia que realizada neste momento será resultado da compreensão de que o golpe ameaça as condições de vida do povo pobre, trabalhador; e direitos elementares do povo.

 

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