México, Argentina e Peru: o golpe sem resistência ou denúncia

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Seja por meio de golpes militares, parlamentares ou eleições manipuladas, o objetivo do imperialismo é intensificar a exploração dos países atrasados

 

Há uma série de golpes em curso na América Latina, orquestrados pelo imperialismo e a serviço de uma intensificação da exploração dos países atrasados. É o que está acontecendo na Bolívia, na Venezuela e no Brasil. Em todos esses países, há resistência contra o golpismo, em graus variados. Em outros países da região, o golpe já aconteceu, e a direita reprime violentamente a população. É o caso de Honduras e Paraguai.

Em alguns países, no entanto, o mesmo golpe passa despercebido. É o caso de México, Argentina e Peru. No México, um novo governo do PRI (Partido Revolucionário Institucional) foi eleito em 2011 para entregar o petróleo para multinacionais estrangeiras, sob o presidente Peña Nieto, com a privatização da Pemex. O PRI, que nacionalizou o petróleo muitas décadas antes, consequência de um período revolucionário, apareceu como defensor dos interesses imperialistas no México.

Na Argentina, o imperialismo cooptou setores do peronismo e promoveu uma campanha golpista durante anos contra o governo de Cristina Kirchner. Acabaram conseguindo eleger Mauricio Macri para a presidência. Uma vez no governo, o novo presidente argentino começou imediatamente a perseguição contra movimentos sociais e contra membros do governo anterior. Enquanto isso, uma série de medidas contra a população foram tomadas, como a retirada de subsídios nas contas de luz, que subiram 300%.

No Peru, o segundo turno será disputado por dois candidatos neoliberais. A política do imperialismo para o Peru está assegurada, independentemente de quem vença o segundo turno, Pedro Pablo Kuczynski ou Keiko Fujimori. Durante o governo de Olanta Humalla, eleito para encerrar as políticas neoliberais, a política de direita continuou. No entanto, a imprensa capitalista não deixou de fazer uma campanha contra a esquerda em geral em seus ataques contra o governo.

Contra esses golpes não houve resistência nem denúncia. Como o golpe foi dado por meio das eleições, essas manobras do imperialismo foram vistas como legais e perfeitamente legítimas. Porém, tratam-se de golpes: quando o imperialismo interfere nas eleições de outros países, para colocar no poder um governo submisso aos seus interesses, isso é um golpe.

Sejam golpes militares, parlamentares, ou por meio de eleições manipuladas, todas essas operações imperialistas têm a função de submeter os países atrasados ao controle do imperialismo. Atualmente, o imperialismo busca aprofundar esse controle para intensificar a exploração dos países atrasados.

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