Ditadura nos estádios

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Na última segunda-feira (4) em reunião da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, com a participação do Ministério Público, Poder Judiciário, Policia Militar, Policia Civil e a Federação Paulista de Futebol foi deliberada uma série de medidas ditatoriais contra as torcidas de futebol, limitando o direito de organização dos torcedores e circulação nos espaços públicos.

Torcida única nos clássicos paulistas, proibição de adereços, instrumentos, faixas e bandeiras, invasões nas sedes das torcidas e prisões arbitrárias, essas medidas estão sendo justificadas pelo MP em campanha na imprensa golpista, devido ao confronto entre as torcidas no último domingo no clássico entre Palmeiras e Corinthians. A perseguição às torcidas organizadas no Estado de São Paulo é parte da campanha golpista, no momento em que as organizadas saem às ruas denunciando a elitização do futebol, a máfia da CBF e da Rede Globo, além do roubo da merenda pelo governo tucano.

Fernando Capez, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, acusado de ser articulador do roubo da merenda, é um grande conhecido das torcidas organizadas. Sua carreira política foi impulsionada no início da década de 90 pelos veículos de imprensa, ainda quando era Promotor de Justiça. Capez foi responsável em iniciar uma guerra entre o Estado e as torcidas com a conhecida demagogia de acabar com a violência nos estádios, o objetivo dessa perseguição, porém, é a de abrir espaço para a elitização do futebol acabando com o foco de resistência popular no esporte que são as torcidas organizadas.

A Gaviões da Fiel, torcida corintiana, tem levado à frente uma grande campanha de denúncia de toda a direita golpista, e vem servindo de exemplo a outras torcidas, o que esta gerando uma repressão tanto da policia quanto da justiça. A imprensa golpista assim como faz aos movimentos sociais e partidos de esquerda, tem intensificado a campanha contra as organizadas para destruir a organização popular que se mantém nos estádios “modernizados” com ingressos absurdamente caros.

As organizadas assim como qualquer organização popular tem o direito de existir, esse direito democrático vem sendo atacado sistematicamente pela campanha golpista. As torcidas devem construir uma verdadeira luta contra a ditadura no futebol, contra a privatização e elitização do esporte que pertence ao povo e contra a direita que pretende intensificar o ataque aos trabalhadores a partir do golpe de Estado.

 

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