Dia do voto: direita não vai dominar o congresso

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Presidente da Câmara, Eduardo Cunha -PMDB, articula um grande circo coxinha no dia da principal votação do impeachment de Dilma

Segundo o Jornal GNN, “o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), planejou reservar um domingo, mais precisamente o dia 17 de abril, para a principal votação do pedido de impeachment.”

A votação em pleno domingo foi sugerida pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP). A princípio o parlamentar sugeriu o dia 1º de maio, ironicamente o dia do trabalhador, para a empreitada golpista. Entretanto, há, por parte da direita, a necessidade de acelerar o processo de impeachment, assim, a proposta inicial foi substituída pelo domingo, 17 de abril, o que nos coloca a menos de quatro semanas para organizar os opositores do golpe para uma reação à altura.

O que os golpistas esperam é uma grande massa de pessoas em frente ao Congresso Nacional, pressionando os deputados que são contrários ao impeachment a votarem pela saída da presidenta. E, como de costume, levar esse tipo de pessoas para rua é mais fácil em domingos e feriados, como fica claro nas “domingueiras” já realizadas pelos golpistas.

Nesse sentido, a tarefa de toda a esquerda, dos trabalhadores, dos movimentos sociais, dos sindicatos, dos movimentos estudantis, das Centrais Sindicais, em suma, de todos aqueles que são contra a concretização do golpe de Estado no País, é se mobilizar e levar para a votação decisiva um número muito superior de pessoas que os golpistas. Se a questão é ter pessoas fazendo pressão no Congresso, vale lembrar que os trabalhadores e juventude são a maioria e que não vão aceitar, calados, assistindo pelo aparelho de televisão, um golpe de Estado se concretizar no país.

Dia 17 de abril, todos ao Congresso Nacional contra o golpe!

 

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