Primárias nos EUA: Sanders vence em Michigan

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Há uma tendência favorável a Sanders nos estados mais industrializados, candidato venceu Hillary estando 25 pontos atrás em pesquisas

Nesta terça-feira, 8 de março, realizou-se mais uma etapa das eleições primárias norte-americanas para definir os candidatos à presidência dos dois principais partidos. Pelos republicanos, Donald Trump ampliou novamente sua vantagem. Pelos democratas, Bernie Sanders venceu em um dos principais estados, Michigan, onde estava 25 pontos atrás em pesquisas eleitorais.

Na soma dos delegados eleitos, mais uma vez Hillary Clinton, candidata da cúpula democrata e do mercado financeiro, acabou à frente de Sanders, elegendo 87 delegados, contra 69 de Sanders. No entanto, a vitória de Sanders em Michigan indica uma tendência para outra etapas das primárias em outros estados mais industrializados.

A imprensa capitalista criou uma fantasia de que a vitória de Hillary Clinton estaria relacionada a uma grande vantagem da candidata entre os negros. Mas o dado importante nessas vitórias de Hillary até agora é que ela venceu em estados do Sul, menos industrializados. Foi o que se repetiu na terça-feira, com a vitória de Hillary no Mississípi.  As primárias agora vão para outras regiões, e a vitória de Hillary está longe de estar assegurada.

A campanha da imprensa contra Sanders deve-se a suas propostas à esquerda: aumento do salário mínimo, fortalecimento dos sindicatos, saúde pública e ensino superior gratuito, entre outras. Sua candidatura seria um grande deslocamento à esquerda, e seu desempenho nas primárias já demonstrou uma crise no partido, parte de uma crise política do regime de conjunto.

Entre os republicanos, as primárias aconteceram em quatro estados, com vitória de Trump em três deles: Havaí, Michigan e Mississípi. Ted Cruz venceu no Idaho. Os candidatos da cúpula republicana, John Kaish e Marco Rubio, novamente foram muito mal, e estão perto de uma derrota definitiva. Diante disso, a cúpula do partido começa a se aproximar de Cruz para evitar uma vitória de Trump. Cruz é um representante da extrema-direita dentro do partido, o Tea Party.

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