Beto Richa também tenta impor “reorganização” no Paraná

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Desde o início do ano já são milhares de salas de aula fechadas, faltam aulas nas atribuições em todas as regiões do estado. Assim como Alckmin, o governo Richa leva adiante o projeto de “reorganização do ensino”

Seguindo à risca a política de fechamento de salas e demissão de professores levada a cabo pelo governo de São Paulo, denominada de “Reorganização disfarçada”, no Paraná, Beto Richa do PSDB também já fechou milhares de classes nesse início de ano. É o que demonstra as denúncias feitas por vários professores do estado nos Núcleos de Ensino de cada região. O governo está fechando as turmas inicias de 6º anos do ensino fundamental e 1º ano do ensino médio.

No final de 2015, assim como Alckmin em São Paulo, o governo tucano do Paraná tentou impor o projeto de “reorganização de ensino. A proposta inicial era fechar mais de 150 escolas. A mobilização da comunidade escolar juntamente com as entidades sindicais e estudantis conseguiu barrar as intenções do governo.

Falta aulas para os professores temporários

A categoria que está sendo mais prejudicada até o momento, são os chamados professores do Processo Seletivo Simplificado  (PSS), ou seja, os professores temporários, equivalente à categoria “O” em São Paulo. Faltam aulas para esses professores nas atribuições. A categoria PSS trabalha em regime de contratação, sofrem com os baixos salários, além de enfrentar problemas com o atraso salarial. Os professores temporários paranaenses foram um dos setores mais prejudicados com o chamado “pacotaço” imposto pelo governo Richa no final do último ano.

Governo não paga o aluguel dos prédios escolares

A política de cortes na educação afeta até mesmo os prédios escolares. Um colégio de Curitiba, o CEEBJA Maria Deon de Lira está ameaçado de despejo devido ao não pagamento do aluguel. A proposta apresentada pelo governo Richa é que os alunos, professores e funcionários da escola dividam espaço com a comunidade escolar de outro o colégio, o Colégio Vitor Amaral. O problema é que o prédio não comporta duas escolas. Inicialmente, o próprio Colégio Vitor Amaral deveria passar a dividir instalações com outra escola da capital.

Escola pública na mira dos tucanos

Mais uma vez, os governos  da direita golpista, como é o caso do PSDB, buscam atacar a educação com o objetivo de botar a mão no orçamento destinado à escola pública, transferido-o para os bancos, os monopólios do ensino privado e para o financiamento de esquemas de propina, como no caso da máfia da merenda em São Paulo. Somente a mobilização dos pais, professores, estudantes e funcionários pode por fim ao sucateamento da escola pública.

 

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