Direita aprova lei para libertar golpistas presos na Venezuela

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Lei de anistia foi apelidada pelos chavistas de lei de “amnésia”, e é parte do golpe da direita que pretende tomar o poder no País

Nesta terça-feira, 16 de fevereiro, a Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, em uma primeira votação, a chamada “Lei da Anistia e da Reconciliação”. Desde janeiro, a direita tem ampla maioria na Assembleia, com votos suficientes para aprovar a medida na próxima votação. Essa lei é parte da política golpista da direita venezuelana, que tenta há mais de uma década derrubar o governo chavista.

A oposição de direita pretende usar a nova lei para soltar Leopoldo López e Antonio Ledezma, golpistas condenados pela justiça venezuelana. Em 2014 López liderou protestos violentos em Caracas, com a intenção de desestabilizar o País para derrubar o presidente Nicolás Maduro. Durante os protestos, a direita montou barricadas, chamadas “guarimbas”, em que ocorreram diversos incidentes de violência, que terminaram causando a morte de 43 pessoas. Já Ledezma, prefeito de Caracas, participou de uma conspiração golpista que tinha o plano de, entre outras coisas, bombardear o Palácio de Miraflores.

Diosdado Cabello, deputado chavista e presidente da Assembleia até dezembro do ano passado, declarou: “Aqui não vai haver nem lei da amnésia, nem da impunidade. Aqui não vai haver reconciliação, aqui vai haver pátria e justiça”. Uma demonstração de que o governo não vai aceitar soltar os golpistas. O presidente Nicolás Maduro poderá recorrer, caso a lei seja aprovada, à Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça.

Com a direita dominando a Assembleia Nacional, o golpismo da direita venezuelana avançou e os ataques ao governo ficaram mais intensos. A própria eleição dos deputados de direita que garantiram maioria para os golpistas é resultado de anos de golpismo e de sabotagem econômica.

 

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