Imigrantes são tema dentro e fora das telas no Festival de Berlim

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No 66 Festival de Cinema de Berlim, filmes, artistas e organizadores debatem a crise dos refugiados na Europa e no mundo

Teve início na última quinta-feira, dia 11, o 66o Festival de Cinema de Berlim que reúne obras cinematográficas de diversos países. Um dos temas de destaque no festival será a crise dos refugiados. Este tema será tratado tanto em filmes como por meio de palestras e ações dos organizadores como arrecadação de fundos para refugiados, distribuições de convites para exibições e estágios em sets de filmagens.

Para lembrar a situação dos refugiados que chegam à Europa vindos, principalmente, do Oriente Médio, o artista plástico chinês Ai Weiwei fez uma instalação nas colunas da sala de concertos Schauspielhaus, em Berlim, um dos locais do festival, com 14 mil coletes salva vidas que foram deixados por imigrantes nas praias gregas no ano passado. A Alemanha, país sede do festival, recebeu, somente em 2015, cerca de um milhão de refugiados.

Entre os filmes que concorrem a prêmios na mostra principal e nas mostras paralelas há temas como fuga de países em guerra, miséria entre outros. Entre os 18 filmes da mostra principal que concorrem ao Urso de Ouro estão “Cartas de Guerra” do cineasta Ivo Ferreira que trata da guerra em Angola e o documentário italiano, dirigido por Gianfranco Rosi, “Fogo no Mar” que descreve a vida de refugiados na ilha de Lampedusa.

Há também filmes políticos como “Soy Nero”, do cineasta iraniano Rafi Pitts, que conta a vida de um imigrante mexicano ilegal nos Estados Unidos que se alista no exército norte-americano para conseguir a cidadania. Já o filipino “A Lullaby to the Sorrowful mystery”, filme de oito horas, trata  da emancipação das Filipinas do domínio colonial espanhol.

Outro documentário de destaque é “Zero Days”, de Alex Gibney que relata como os EUA e Israel estão usando a internet para atacar a política nuclear do Irã.

Já na mostra paralela Panorama, a segunda mais importante do festival, o Brasil terá três representantes, “Antes o Tempo não Acabava” de Fábio Baldo e Sérgio Andrade, o documentário “Curumim” de Marcos Prado e “Mãe só há uma”, novo filme de Anna Muylaert. A diretora brasileira esteve presente no mesmo festival no ano passado com o filme “Que Horas Ela Volta?” que levou dois prêmios no festival o de melhor longa de ficção na mostra Panorama e o prêmio da Confederação Internacional de Cinema de Arte e Ensaio (CICAE).

Fora da competição tem o novo filme dos irmãos Coen, “Ave César”, com George Clonney. A presidente do júri é a atriz Meryl Streep e um dos homenageados será o cantor e ator, David Bowie.

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