A campanha da escória contra Lula

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Já durante as eleições de 2014, a direita brasileira planejava derrubar Dilma caso ela fosse reeleita. Não porque ela tenha roubado ou feito qualquer coisa, mas simplesmente porque o imperialismo precisa colocar um governo que seja totalmente subserviente aos seus interesses e que possa comandar uma operação para esfolar a população brasileira para conter a crise nos países imperialistas.

Manifestações foram chamadas ainda durante as eleições e assim que a candidata petista foi vitoriosa o golpe assumiu a forma de impeachment.

Mais manifestações foram chamadas, para criar o clima e dar uma aparência popular ao golpe. O calendário do impeachment estava definido: até outubro Dilma deveria cair. A imprensa capitalista repercutiu a campanha da direita em torno das pedaladas fiscais. Os líderes da oposição da direita chegaram a declarar que o mandato da presidenta não chegaria até o fim do ano.

Mas eles não contavam com a reação popular contra o golpe, que foi crescendo enquanto as manifestações da direita contra Dilma só diminuíam. O impeachment saiu da pauta, momentaneamente, dando aos setores antigolpistas um sentimento de vitória. Mas o fato é que foi uma vitória apenas momentânea. O processo foi adiado, mas não terminado.

Em entrevista recente à Folha de S. Paulo, o peemedebista Romero Jucá afirma com todas as letras: “o impeachment não está morto”. Declarou ainda que considera que o PMDB deve se delimitar claramente do PT, indicando que não só acredita na possibilidade do impeachment, como também que não se colocará ao lado da presidenta, como não se colocou até agora. Delimitar-se do PT nesse caso significa preservar-se, para ter condições políticas de assumir depois de uma eventual queda de Dilma Rousseff.

O impeachment deve voltar em breve à ordem do dia. O golpe não acabou. É preciso continuar lutando contra ele e não cantar vitória antes do tempo.

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