Argentina: Macri proíbe imprensa em protestos

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Imprensa burguesa caluniava Cristina Kirchner dizendo que ela atacava a liberdade de imprensa com a lei de meios, agora os cínicos ficam em silêncio

 

Um protocolo de segurança do governo do presidente argentino Mauricio Macri orienta os policiais a usarem a força para dispersar manifestações que não tenham sido autorizadas. O documento, do dia 17 de fevereiro, determina que as manifestações devem ser previamente autorizadas pela policia e ter um itinerário pré-definido. Para esse governo é preciso impedir que o povo proteste por causa das medidas contra os trabalhadores que Macri está implantando, como as 26 mil demissões de funcionários públicos até agora e o aumento de 400% na conta de luz.

A ministra da Segurança do governo Macri, Patricia Bullrich, fez a seguinte afirmação sobre o protocolo: “O governo do presidente Mauricio Macri não quer que, durante os próximos quatro anos, as ruas sigam sendo um lugar diário e permanente de problemas”. Na verdade, o governo está preparando a repressão contra os trabalhadores que se colocarem contra as medidas de Macri feitas para que os trabalhadores paguem pela crise.

 

Imprensa

Nem a imprensa escapou. O protocolo proíbe que jornalistas cubram os protestos que não tenham sido autorizados ou que saiam da rota pré-estabelecida. O governo quer orientar a cobertura da imprensa e estabelecer uma censura.

Cinicamente, a própria imprensa burguesa sempre acusou Cristina Kirchner de tentar cercear a liberdade de imprensa por causa do combate do governo contra os monopólios da comunicação. Campanha que se repetiu contra todos os governos nacionalistas burgueses, mesmo no Brasil, onde o PT não fez nada para combater esses monopólios.

O que chamavam de “liberdade de imprensa” era a censura contra todo o resto da população que não tem meios de comunicação para se expressar. Agora que há um ataque de fato à liberdade de imprensa, essa mesma imprensa burguesa dará muito pouco destaque a essa informação.

Em menos de três meses de governo, Macri está preparando uma ditadura para impor sua política contra os trabalhadores argentinos. Sem maioria parlamentar, está governando por decreto, e agora prepara a repressão para esmagar aqueles que se levantarem contra seus ataques que atingem a classe trabalhadora.

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