A crise de Temer e o PMDB

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Diante da ofensiva e da pressão da ala mais abertamente ligada ao imperialismo, como o PSDB, contra o governo Temer, setores do PMDB passaram a pressionar o governo para que não ceda mais ministérios aos tucanos.

A bancada peemedebista na Câmara se articula para que o partido não perca mais um ministérios e fique com o mesmo número de cadeiras que o PSDB. A crise interna eclodiu no final do ano passado por conta da disputa pela Secretaria de Governo. A saída de Geddel Vieira Lima (PMDB) após escândalo envolvendo o ex-ministro da Cultura Marcelo Callero fez com que Temer buscasse um tucano para o cargo. O governo golpista articula que a pasta seja entregue para o PSDB, o deputado Antonio Imbassahay (PSDB-BA) é tido como favorito para assumir.

Essa medida, no entanto, desagradou a bancada do partido. O PMDB age para que caso o cargo fique com o PSDB, o partido seja recompensado assumindo alguns cargos menores da Secretaria de Governo, como a secretária-executiva e o chefe de gabinete.

Outro caso que gerou desavença no interior do PMDB foi a troca de comando do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O FNDE, o qual gera uma quantidade grande de recursos financeiros, era comandado pelo ex-deputado Gastão Vieira (Pros-MA). Apesar do interesse peemedebista em assumir o Fundo, Temer acabou entregando a pasta para Silvio Pinheiro (PSDB-BA).

A justificativa da cúpula do PMDB de conceder cada vez mais espaço para o PSDB é a necessidade de se manter a governabilidade. Na realidade tais fatos revelam a crise que está se abrindo com a ofensiva do bloco golpista pró-imperialista. A reação da bancada do PMDB traz à tona a reação dos setores mais ligados à burguesia regional que compõem o partido.

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