A ascensão da extrema-direita na Alemanha

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A derrota eleitoral da chanceler Angela Merkel nas eleições regionais de domingo (4) em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental marcaram a entrada da extrema-direita em mais um parlamento regional. Com 21% dos votos, a Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão), partido de extrema-direita fundador m 2013, garantiu assentos no parlamento regional e assim já tem assento em nove das 16 regiões administrativas da Alemanha. O resultado deixou o partido à frente do Partido Democrata-Cristão (CDU), de Merkel, que teve apenas 19% dos votos. Em primeiro lugar ficou o Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), com 31% dos votos.

Mecklemburgo-Pomerânica Ocidental, em uma área rural do leste da Alemanha, tem apenas 1,6 milhão de habitantes, de um país com uma população de 81 milhões. Dessa vez, no entanto, seu resultado marca a ascensão de um partido de extrema-direita pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Desde 2015, Merkel vem perdendo popularidade (de 75% para os atuais 45%) diante de uma campanha da direita contra sua política de acolhimento de refugiados. Essas eleições foram um primeiro teste eleitoral diante desse novo quadro.

O resultado coloca em dúvida a liderança de Merkel à frente do CDU e também coloca a perspectiva de um rompimento da grande coalizão no governo depois das eleições nacionais no ano que vem. Duas novas eleições regionais ainda acontecerão esse mês, incluindo a votação em Berlim no dia 18. Para as eleições nacionais, a expectativa da AfD, baseada em fatos, é de se tornar a terceira maior força no Parlamento.

O sucesso eleitoral da AfD expressa o crescimento da extrema-direita na Alemanha, como está acontecendo em toda a Europa. A AfD promoveu uma campanha contra os refugiados para crescer eleitoralmente e atingir Merkel. O rápido crescimento do partido mostra que setores da burguesia alemã já se decidiram por implantar um governo de força diante da crise capitalista. Um governo de força para fazer os trabalhadores pagarem pela crise e para reprimir a população para impor esse programa.

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