24 mil negros mortos ao ano, o saldo da política de segurança dos golpistas

Compartilhar:

Juliano Lopes

Os setores políticos que tomaram o poder de assalto, no golpe de Estado que está em andamento no país, em grande medida já estavam dentro do estado, especialmente em alguns setores essenciais para os golpistas, como a segurança pública.

É isso que explica os quase 30 mil jovens mortos por arma de fogo no Brasil a cada ano que se passa. A maioria esmagadora desses mortos (algo em torno de 70%) é negra, como é de conhecimento de todos, e que revela uma política oficial de extermínio dos negros.

Os golpistas, antes mesmo do Mensalão, dos processos da Lava Jato e do impeachment, estavam e estão todos dentro das secretarias de segurança dos estados e do Poder Judiciário. Por isso a manutenção de números tão altos de mortos jovens, negros e pobres no País.

Mesmo antes do golpe, esse verdadeiro mar de sangue era chamado de Estado Democrático de Direito. Com o golpe, simplesmente é impossível prever a quantidade de negros mortos pela violência, especialmente a policial.

Entre 1980 e 2014, por exemplo, os homicídios cresceram quase 600%, e a tendência é aumentar consideravelmente com o avanço do golpe de Estado no Brasil. É um período que soma quase um milhão de mortos por arma de fogo, e a maioria esmagadora dessas vítimas é negra.

A violência aí atinge um patamar de guerra, e de fato existe uma guerra organizada contra a população negra. É um traço essencial do racismo, que sobreviveu às mudanças do regime, desde a época da escravidão. O negro é uma caça.

O estado, finalmente, é o responsável por todas essas mortes, seja por ação, como é o caso da Polícia Militar, seja por omissão, na falta dos direitos mais elementares das pessoas, como emprego, habitação, saúde, etc. o que resulta invariavelmente em violência.

Assim, o plano geral dos golpistas, não só com o recrudescimento da violência oficial, de estado, contra o povo negro, mas também com o fim dos serviços públicos é aumentar o número de negros mortos pela violência, por arma de fogo ou qualquer outra forma.

Para o negro, a luta contra o golpe de Estado assume, verdadeiramente, uma luta de morte, na qual é preciso lutar às últimas consequências contra os golpistas, suas medidas e suas instituições.

artigo Anterior

“Desafio”

Próximo artigo

A base de atuação do PCO e o programa de luta da classe operária e da revolução socialista

Leia mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.